Os portugueses podem aproveitar o boom económico chinês? Sim, responde Fernando Costa Freire, sócio da Edeluc, uma empresa de consultoria, que só trabalha com o mercado chinês. Áreas como as da energia e eficiência energética podem ser as apostas, sugere durante uma conferência em Lisboa, no início do mês de Abril, para alunos e ex-alunos do MBA da Universidade Católica Portuguesa.
As empresas portuguesas não podem viver sem se preocupar com a China, “incontornável em qualquer modelo de negócio”, considera Costa Freire. Isso não quer dizer que os empresários portugueses tenham de ter negócios com aquele país, mas que têm de conhecer aquela realidade, considera. “Há um despertar para esta realidade, mas não uma acção correspondente”, lamenta.
O investimento português é incipiente, acrescenta, mas há áreas onde Portugal pode apostar como a indústria ambiental, energia, eficiência energética e energias renováveis. “A China tem uma enorme dependência energética do exterior que lhe interessa diminuir” e Portugal pode intervir nessa área, defende Costa Freire. As empresas portuguesas têm capacidade de resposta, mas dentro da sua dimensão, alerta. Afinal, “há cerca de 120 cidades que têm mais de um milhão de habitantes”, justifica.
Para Fernando Costa Freire, os portugueses não devem apostar nas grandes cidades, como Pequim ou Shangai, mas em centros urbanos mais pequenos onde “há mais oportunidades e menos concorrência”. Embora admita que seja mais difícil levar a banca a apostar em regiões que menos conhecidas.
A Edeluc tem uma concessão de 38 hectares na Zona de Processamento de Exportações da cidade de Weifang, que fica na província de Shandong, no noroeste do país. Esta zona, aprovada pelo órgão máximo da política económica chinesa, reúne um conjunto de características físicas e um pacote de incentivos fiscais que a tornam numa "plataforma atractiva" para a instalação de empresas, informa o site da consultora.
É já no próximo domingo que um grupo de professores, alunos e ex-alunos do programa de MBA da Católica, embarcam numa viagem à China, onde visitarão empresas e instituições de ensino superior. Alguns dos estudantes, gestores e empresários, vão ver in loco o desenvolvimento e as oportunidades que a China lhes pode oferecer, informa Belén de Vicente, directora executiva do MBA da Católica.
Friday, April 13, 2007
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