Thursday, April 19, 2007

As cidades que crescem por ordem do Governo


Zhengzhou está a crescer há cinco anos e vai continuar a fazê-lo por mais 20. Toda a cidade tem 1080 quilómetros quadrados. Pelo menos é o que está previsto, a julgar pela enorme maqueta, que preenche todo o chão de uma sala onde o projecto é apresentado aos visitantes estrangeiros.

Há a cidade velha, que ocupa uma ínfima parte do plano e tudo o resto é novo.
Na zona nobre fica o Central Business District. O centro de exposições e de conferências com 272,600 metros quadrados, para feiras de negócios e reuniões, já concluído e a funcionar desde o final de 2006. O hotel e o centro de artes e espectáculos, com salas para teatro, concertos e exposições de arte, ainda está em fase de construção.

À volta deste centro, cresce a cidade em áreas funcionais: a zona residencial; a universitária, com mais de 13 instituições e destinada a 40 mil estudantes; a tecnológica e a industrial, onde se encontram multinacionais como a MAN, Philips ou a Toyota.

“O Governo central ordenou o alargamento das cidades e este é o seu maior e mais importante investimento. Não é só Zhengzhou, são muitas”, informa Wang Ji, vice-presidente para os Negócios Estrangeiros da província de Henan, que tem cerca de 19 milhões de habitantes.
À volta do centro crescem inúmeros prédios de apartamentos, com 80 metros de altura, e de escritórios, com 120 metros. Alguns são investimento estrangeiro, como as Italian Towers.

São casas e mais casas, para não falar das que já estão construídas e que parecem estar vazias. Tanta construção para quem? A resposta do dirigente é curta: “Muita gente virá”.

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